Violência que só tem graça para Angeli e meia dúzia de machistas

“Violência contra a mulher não tem graça nenhuma”. Com esse mote a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEC) lançou nota pública em protesto a tirinha editada por Angeli, na qual um homem espanca sua companheira. É lamentável que alguns profissionais negligenciem o papel das artes e da comunicação no reforço de determinadas ideologias como o machismo, a homofobia e o racismo. As artes e a comunicação têm tanto poder que os grandes empresários e políticos lutam para não democratizar o acesso às mesmas.

Segue nota da RHEG abaixo e, para quem ainda não viu, a tosca imagem do cartunista.

“Violência contra a mulher, não tem graça nenhuma.”

Lastimável, inadequada e violenta a tirinha publicada pela Folha de São Paulo, no dia 26 de janeiro, de autoria de cartunista Angeli.

Nós da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) manifestamos nossa total repulsa a este tipo de humor (se é que é possível chamar isso de humor!), afinal, como diz material de nossa Campanha do Laço Branco, “Violência contra a mulher, não tem graça nenhuma!”.

É preciso entender que a violência de gênero se produz também em palavras e imagens.

Manifestações como esta reforçam a importância e necessidade de dispositivos como a Lei Maria da Penha.

Homens pelo fim da violência contra a mulher

Website: www.lacobranco.org.br

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6 respostas em “Violência que só tem graça para Angeli e meia dúzia de machistas

  1. Violência contra a mulher não tem graça, mas a tirinha é, sim, engraçada. A violência é anterior a surra – o que é ter um companheiro(a) que não te toca há anos? A surra é apenas o último ato da violência e da piada. O humor é negro, mas é humor e ele denuncia e não incentiva a violência.
    Dizer que só tem graça para meia dúzia de machistas é besteira. Também posso dizer que só não tem graça para meia dúzia de pessoas com imaginação (muito) limitada.
    Afinal, alguém quer ser o homem dessa tira? Eu não.

    • Eduardo, acho importante suas reflexões e mais ainda a sua rejeição à violência de gênero. Acho que o blog serve para isso mesmo: expor opiniões diferentes e debater sobre elas.

  2. Sobre o comentário do Eduardo: é questionável dizer que a tirinha critica a violência. Esta é uma leitura sua, e de poucos com um repertório de respeito aos direitos humanos. A maioria vai rir o triste “riso dos ignorantes” e reforçar sua percepção de que bater em mulher “não é nada de mais”. Sobre isso, vejam o que escreveu Carlos Brickman, no Observatório da Imprensa – um caso em que a emenda saiu prio que o soneto. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=577CIR001

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