O Direito à Vida: o mais sagrado de todos os princípios

Ridete Marçal de Barros
Colaboradora do Eu Decido

Há dois mil anos, um jovem judeu foi crucificado em nome dos bons costumes, acusado de ter infringido as leis de seu povo.

Em outro momento histórico, os negros foram escravizados, humilhados, tratados sem dignidade, vistos como reses – em nome da lei.

Noutro tempo, não tão distante, algumas pessoas admitiam o extermínio de judeus, de deficientes, de homossexuais… sob o pretexto de necessidade da perfeição racial.

Por ideologia de esquerda ou de direita – duas faces de uma mesma moeda,  justificam toda pratica de ilícitos.

Em nome de uma divindade, cometem inúmeras atrocidades, distanciando-se cada vez mais do sentido maior de um Deus em nossas vidas.

Hoje, em pleno século XXI, uma mulher iraniana é condenada ao apedrejamento, sendo dados, como justificativa, os costumes de um povo.

Em face da colisão entre duas normas de princípios – o direito à vida e a soberania do povo, há de ser utilizada a ponderação de bens.

Neste momento, questiono se nos devemos calar e permitir que, em nome de um costume, de uma lei, de um princípio, de um dogma… enfim, de uma ideologia, seja violado o mais sagrado de todos os princípios – o direito à vida.  

Não podemos ausentar-nos diante de tamanha crueldade. Precisamos unir forças como nossos precursores: Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Zumbi, Chico Mendes, Nelson Mandela, Joana D’Arc, Madre Tereza de Calcutá e tantos outros, bem como os anônimos que marcaram a nossa história no combate a todo tipo de iniqüidade inaceitável no mundo em que vivemos.

Meu grito contra a condenação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani pode soar fraco e, certamente, não obter êxito, mas quem sabe sirva, de alguma maneira, para refletirmos sobre a necessidade de lutar contra qualquer tipo de injustiça.

Não só é condenável a atitude daqueles que apedrejam, mas também a daqueles que silenciam, mesmo diante do dever de mudar o rumo da história.

É preciso questionar a legitimidade das normas, sempre!

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