Mamaço no Recife

Fonte: Instituto Nômades

No próximo domingo (05/06), mães e organizações sociais realizam um Mamaço no Recife. O objetivo da iniciativa é discutir a valorização do aleitamento e a inclusão de espaços destinados à prática em locais públicos. O ato acontecerá na Livraria Cultura, no bairro do Recife, das 12h às 15h, e contará, além da roda de amamentação coletiva, com atividades gratuitas como debates envolvendo temas relacionados à amamentação, compartilhamento de experiências e dificuldades individuais, assim como oficina de Shantala (massagem em bebês) e Baby Yoga.

 

O evento pró-amamentação será realizado concomitantemente em várias cidades brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro), com o intuito de estimular a amamentação, orientar sobre as recomendações da Organização Mundial de Saúde a respeito do assunto, e combater o preconceito contra as mães que amamentam em público. No Recife, o Instituto Nômades e o Ishtar, juntamente com a mãe-ativista Patrícia Arouca, são os responsáveis pela organização do ato, o qual é aberto à participação da população que se interessar.

 

MAMAÇO – A expressão “mamaço” surgiu após a antropóloga Marina Barão ter sido impedida de amamentar em público, há cerca de dois meses, pela monitoria da exposição do artista plástico Leonílson, no Instituto Itaú Cultural da Avenida Paulista, com a argumentação de ser proibido se alimentar naquela sala. A mãe portava seu bebê de dois meses num sling, e, quando ele sentiu fome, naturalmente o colocou para mamar. Após o incidente, Marina organizou o movimento que chamou de “Mamaço Cultural”, onde reuniu pouco mais de 50 mães num evento apoiado pela instituição, que se retratou publicamente.

 

Paralelamente, nos dias que antecediam o evento, que aconteceu no início deste mês de maio, a jornalista Kalu Brum, publicou em seu perfil na rede social Facebook uma foto sua amamentando seu filho. No dia seguinte, o Facebook enviou-lhe um comunicado, dizendo que sua foto seria retirada por conter conteúdo impróprio. A jornalista então criou uma comunidade na rede convidando todas as mães a trocarem as imagens de seus perfis por uma foto de amamentação, e, aludindo ao evento em São Paulo, chamou a comunidade de “Mamaço Virtual – Porque Amamentar é Beleza Pura!”, além de ter acontecido uma blogagem coletiva em muitos blogs escritos por mães. Após estes fatos uma rede de mães e organizações se formou, em todo o país, em defesa da amamentação.

 

ALEITAMENTO – A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. A amamentação exclusiva reduz a mortalidade infantil por enfermidades comuns da infância, como diarréia e pneumonia, e ajuda na recuperação de enfermidades. Crianças alimentadas com leite materno normalmente dobram de peso do nascimento até os seis meses. O leite materno, além disso, é barato e não corre o risco de ser contaminado com bactérias, como pode acontecer com as mamadeiras e leite em pó.

 

PROGRAMAÇÃO

 

12h- Recepção dos participantes
12h30 – Início da Roda de Discussão
12h30 às 14h00 – Mitos relacionados à amamentação / Dificuldades e experiências individuais, relactação, tira-dúvidas
14h – Oficina gratuita de Slings

14h30 – Oficina gratuita de Shantala e Baby Yoga
15h – Sorteio dos brindes fornecidos pelas empresas que apoiam o mamaço

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Articulação AIDS/PE pede criação de uma Frente Parlamentar de enfrentamento a Epidemia da AIDS

Fonte: Articulação AIDS/PE

No Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o mundo se mobiliza em uma grande luta contra a AIDS. Em Recife, a Articulação Aids de Pernambuco estará na Assembléia Legislativa, às 14h, onde realiza ato político e entrega documento solicitando a criação de uma Frente Parlamentar Estadual de DST/AIDS em 2011. O objetivo desta iniciativa é de implementar políticas públicas de assistência às pessoas vivendo com HIV /AIDS no estado.

Com o slogan “Vamos precisar de todo mundo!”, o movimento faz denúncias relacionadas à assistência, como acolhimento em casas de apoio, os serviços de lipodistrofia, os medicamentos que se fazem necessário, inclusive para as doenças oportunistas, as aplicações de leis caso haja violação de direitos, entre outros.

Neste 1º de dezembro, os desafios ainda são muitos, a exemplo das casas abrigo e a ausência de uma política que amplie e fortaleça as casas de apoio para a população vivendo com HIV/AIDS em situação de rua. Em 2010, a Articulação AIDS de Pernambuco realizou uma série de visitas à Casa de Apoio para soropositivo/as Sempre Viva, e  foram diagnosticados problemas como: ausência de uma equipe multidisciplinar para o acompanhamento das pessoas residentes na casa; ausência de um plano de ações educativas e de geração de renda para as pessoas residentes na casa; ausência de uma rede de parcerias para inclusão social das pessoas soropositivas, dentre outras.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids é um convite ao compromisso e à solidariedade com quem vive em situação de vulnerabilidade ou exclusão. É um dia de combate à discriminação e ao preconceito e de denunciar práticas que impedem o acesso aos serviços e aos direitos. É, também, uma oportunidade de fortalecer a política de acesso universal à prevenção e ao tratamento e de incentivar as pessoas a fazerem o teste do HIV.

Dados

Em Pernambuco, temos o total de 14.751 casos de AIDS, 9.831 homens e 4.938 mulheres* dos quais apenas 5400 adultos e 211 crianças fazem o uso de medicamentos antirretrovirais e medicamentos complementares para evitar as doenças oportunistas, a exemplo da tuberculose, que contribui para debilitação do estado de saúde das pessoas vivendo com AIDS.

Serviço:

Ato Político pela criação da Frente Parlamentar Estadual de DST/AIDS

14h – Assembléia Legislativa de Pernambuco

Rua da União, 439, Boa Vista

 

 

Oficinas das loucas

O Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás realizará oficinas para mulheres, em julho, sobre variados temas. Para saber mais: http://www.loucas.org.br

segunda feira 05/JULHO/2010 |
De Volta para o Futuro | Teatro debate | As Loucas

quarta feira 07/JULHO/2010 |
Gênero | Grupo Curumim

segunda feira 12/JULHO/2010 |
Feminismos | Grupo Curumim

de terça a sexta feira 20, 21, 22 e 23 JULHO |
Corpo X Poder Médico | Ana Reis | Médica-Bruxa

quarta feira 14/JULHO/2010 |
Linha da Vida | As Loucas

quarta feira 28/JULHO/2010 |
Auto-Exame [para as… curiosas] | As Loucas

Uma indústria de partos

Fonte: Luce Pereira (Diario de Pernambuco – 29 de maio de 2010)

Uma pergunta perturba os neurônios das representantes do Fórum de Mulheres de Pernambuco e de mais cinco entidades com o mesmo trabalho, que ontem fizeram barulho em Vitória de Santo Antão, reivindicando políticas e ações capazes de ajudar no enfrentamento da mortalidade materna. Por que o município tem registrado um número cada vez mais alto de partos cesarianos? No ano passado, apurou-se que foram mais de 4 mil no Hospital Geral de Vitória, o mesmo acontecendo no Pronto Socorro da cidade. Uma visita às duas unidades, nesta semana, e as ativistas constataram que todas as gestantes estavam com cirurgia marcada, incluindo a ligadura de trompas, tudo conseguido, segundo disseram, por vereadores. Embora seja um direito previsto em lei, nenhuma acreditava que pudesse ligar as trompas quando bem desejasse, mesmo sem estar grávida, pelo SUS e em qualquer unidade da rede pública. Surpresas, as representantes do Fórum descobriram, ainda, que o profissional que opera no Pronto Socorro é o mesmo esperado pelas gestantes no Hospital Geral. Deus e o mundo sabem que a cesárea só deve ser feita por indicação médica. É um procedimento que gera mais receita para a casa e, principalmente, mais riscos para a futura mãe, situação que, em Vitória, na análise do Fórum, virou “desrespeito absoluto aos protocolos de saúde vigentes, tanto nacionais quanto internacionais”. Para piorar um bocado, viram que o Hospital (estadual) João Murilo, com equipamentos modernos, e até obstetra e anestesista de plantão, não faz partos. O motivo alegado? Falta de lençóis. Para Vitória, acorrem parturientes de várias cidades do Agreste e da Zona da Mata, quadro que deixa ainda mais uma pulga atrás da orelha das denunciantes. Mas as respostas para todos os “porquês” elas esperam que sejam dadas por uma auditoria. Porque é preciso revelar o que se esconde por trás dos números que reuniram sobre a realidade das gestantes atendidas nas duas unidades.